Cemitério

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Cemitério

Mensagem por Storyteller em Sab Fev 22, 2014 7:55 pm




Cemitério


O cemitério mais sombrio que existe no mundo, há rumores de que durante a meia-noite, uma capa negra passa voando por todos os túmulos parecendo que está contando se todos os mortos estão lá e todas as pessoas que entram sem a permissão do coveiro, não retornam mais.


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Re: Cemitério

Mensagem por Merlin em Sab Ago 30, 2014 6:32 am




Ahes e Merlin

O tempo vai passando assim como minha paciência, estava sentado e flutuando em meu templo com os olhos fechados em um aperto e tudo que eu queria era só aumentar meu poder. A guerra estava próxima assim como a morte para ambos os lados, suspirei novamente, então eu deveria treinar para que nosso lado não morresse e que eu pudesse proteger todos sobre os ataques de Rhita Gawr. Após o treinamento mental eu tinha de ir ao treinamento físico, mas como já sou de idade, não fui e assim tornei a caminhar em direção à Durna, meu lugar preferido desde a infância e o lugar que mais me lembra minha primeira amiga e paixão, Rhia. Suspirei baixo e continuei o caminho em direção da Durna até que encontro um passarinho. -Olá.- Sorrio para o mesmo enquanto falava na língua dos animais. -Ah, olá Lord Merlin.- O mesmo faz uma reverência que os pássaros fazem e então continua seu trajeto em voo.

Chego à Durna e lá me sento no imenso gramado a qual o sol banhava, sorria e olhei para o céu que estava totalmente azul e desprovido de nuvens aumentando a sua beleza. O sol estava totalmente à vista e aquilo aumentava o calor do mundo, suspirei um pouco e peguei o cajado o brandindo murmurando algumas palavras e rapidamente, as nuvens aparecem e ficam negras tornando-se nuvens molhadas que tornam a chover esfriando o lugar e aguando as plantas da floresta ao redor. -Ryddhau eich hun- Murmuro esta magia fazendo com que os animais presos por caçadores se libertem das armadilhas e vão embora, já estava na metade da Durna indo em direção da cidade.

Lembrava cada vez mais da antiga Durna enquanto caminhava, lembrava do rosto de Rhia e das noites a qual ficávamos observando as constelações e no dia em que fomos à casa dela e Thebassa não queria que eu entrasse com meu antigo esmerilharão, o Transtorno. Lembro do dia em que acabamos com o Reinado Sombrio de Stangmar e de todas as outras aventuras que tivemos. A antiga Durna era tão verde, mas tão verde que Rhia conseguia se camuflar enquanto agora a mesma passa por várias estações anuais. Suspirei ao voltar para o presente e sentir o frio gélido em meu rosto que fez todo meu corpo tremer, não quis pronunciar nenhuma magia para que esse frio acabasse, tudo que fiz foi continuar a andar até por fim chegar no final da Durna e chegar na entrada.

Finalmente chego na entrada da minha cidade. Ergo os braços enquanto falava as palavras que abriam o portal para o outro lado da cidade. -Agor i fyny ac yn dod i ben ar ôl i mi fynd i mewn.- Em poucos segundos, o chão treme e o que parecia ser invisível agora começara a se contrair e então formar uma bola negra que se expandi deixando no centro uma pequena vista de uma bela cidade. Sorrio e então entro no portal desaparecendo dali e reaparecendo dentro de uma cidade bastante movimentada. Fecho os olhos e teletransporto para o cemitério, lugar a qual visito meus antigos amigos que não eram imortais como eu.

O cemitério tinha aspecto sombrio e misterioso causando medo à pessoas normais e aquilo só me fazia sorrir, um sorriso verdadeiro e gentil. Entro no lugar e o guardião do cemitério, posto por mim mesmo, veio ao meu encontro. -As palavras em língua celta.- A voz rouca veio de dentro do capuz, suspirei e pronunciei as palavras certas. "Pwy yw Merlin wedi cyrraedd!" E ao ouvir meu nome, a criatura de capuz se afasta em uma reverência me permitindo passar, sua foice abaixada como se fosse uma reverência também. Adentro no local e vou até dois túmulos que estavam postos um do lado do outro, suspirei em tristeza ao vê-los pois lá estavam escritos:

Rhia Odur
1509 - 1670
"Você nasceu com estes dons por algum motivo"

Shim Mulir
1480 - 1590
"Ocê sabe que isso é loucura, verdade verdadeira, absoluta."

-É né, Rhia e Shim, sou o único do trio agora.- Minha expressão de tristeza agora era preocupante para o capuz negro, o guardião do cemitério, só que o mesmo não tinha coragem de se pronunciar, acho que alguma coisa o assustava. Olhei para trás e não via nada. Balancei a cabeça negativamente e encostei o corpo em um tronco de madeira, ele era rígido e desconfortante mas eu não tinha problema, quando entrava no cemitério e via os túmulos de Rhia e Shim, uma tristeza percorria meu corpo.

Língua Celta - Tradução:
Ryddhau eich hun - Libertem-se
Agor i fyny ac yn dod i ben ar ôl i mi fynd i mewn - Abra-se e feche após eu entrar.
Pwy yw Merlin wedi cyrraedd - Quem está aqui é Merlin!

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Re: Cemitério

Mensagem por Morgana em Sab Ago 30, 2014 5:51 pm




Salvo e Seguro


Eu tinha o gosto de sangue e

chocolate em minha boca, um tão odioso quanto o outro.”






Meditando, tentava prever quanto tempo ainda tínhamos, mas sabia, por mais que tentasse, que esta informação estava além de meus poderes. Aceitava isso, por menos que gostasse de saber que não era poderosa o bastante para algo. Me movendo de maneira graciosa, caminhei até a porta do quarto onde estava, parando no meio do passo, vendo o que os outros não viam. Antes que soubesse o que dizia, as palavras saíram de minha boca. Eu sabia para onde ir agora. Eu o vira. E também vira quem estava por perto dele.

A flor em minhas mãos agora tinha um significado. Ela iria comigo por todo o caminho, como deveria ser.

-Fi angen fy tad.

Colocando uma capa pesada nas costas, caminhei apressada pelas ruas. Deveria treinar. Mesmo sem uma data, sabia que logo seria necessária toda a minha força e poder para sobrevivermos e também para que pudessemos vencer a guerra que se aproximava. Era meu dever saber o que aconteceria com a maior precisão. Além de ser capaz de me defender e defender aqueles que mais amo dos perigos que viriam.

Caminhando apressada, olhava o caminho a frente tanto no agora quanto no futuro, desviando elegantemente das pessoas nas ruas. Caminhara por anos nestas ruas, agora... Mais que nunca conhecia cada pedra do calçamento, assim como todos a minha volta, amigo ou inimigos. Aliados e espiões. Nas portas do cemitério, olhei para dentro, observando a silhueta. Caminhei sem me deter, parando apenas quando a foice estava a um centímetro de meu peito. Não tinha tempo. Deveria estar logo ao lado de meu Tad.

-Pwy yw Morgana wedi cyrraedd!

Sem me deter, segui quando o Guardião me deixou passar, parando perto de meu Tad. Estendi a mão, tocando de leve em sua capa. Pequena como sempre fora, tocava em seu braço, minha cabeça mal alcançando seu ombro. Sempre delicada e pequena, a maioria me subestimava. Era a sua ruína, mas não com ele. Merlin me acolhera e me ajudara, me levara para ser treinada e aprender a controlar meu dom e meus poderes. Era graças a ele que eu estava aqui.

-Tad? Aconteceu algo?

Olhava para ele, mantendo o tom de voz baixo e respeitoso. A flor que trouxera de minha casa foi colocada em cima do túmulo da mulher que eu sabia que ele amara a muitos anos. Ela devia ser excepcional para prender a atenção dele. Gostaria de a ter conhecido. De joelhos frente ao túmulo, via a flor e a inscrição na lápide. Sempre tinha um significado oculto quando se tratava de Merlin.

Thanks Ross & Tiago @ CG

     
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Re: Cemitério

Mensagem por Bilé em Dom Ago 31, 2014 12:15 am





Cemitério




Ser o Deus dos Deuses era algo vantajoso por não ter nada sobre você e você ficar sobre todos. O sol brilhava muito naquela manhã e tudo que eu podia fazer era admirá-lo. Ser o deus do outro mundo o um imortal que não é derrotado. Meu poder vem de uma árvore sagrada guardada em meu próprio mundo e que apenas eu sei seu esconderijo secreto. A Durna, como o jovem Merlin sempre chamava a floresta de Epona, era muito grande e complicada, uma floresta um pouco difícil de ser compreendida quando falávamos com ela.

O som do cantar dos pássaros me acordara da transe matinal e tudo que eu podia fazer era desenhar um sorriso no rosto e levantar-me como de costume. Fico de quatro e num piscar de olhos me transformo em um enorme leão. Começo a caminhar lentamente com a sensação de estar mais do que quando humano, talvez fosse por ser um quadrúpede ao invés de bípede, como antes. Eu tinha de continuar com o equilíbrio entre o ecossistema, a tal cadeia alimentar e com grande pesar, devia matar no mínimo dois animais.

Suspirei e bocejei fazendo com que os dois longos dentes subam assim como a mandíbula superior e com que as outras duas presas menores desçam com a mandíbula inferior. Comecei a correr e senti o vento em meu rosto dando-me uma sensação de liberdade a qual não sentia a muito tempo. Adentro na densa floresta que estava escura por conta das imensas copas das árvores bloqueando que os raios de sol iluminassem a floresta, olhava a cada canto e me sentia um pouco incomodado por minha visão preta e branca que atrapalhava em distinguir algumas coisas mas como eu sou um deus, pisco os olhos duas vezes e as cores, antes morta, agora tinha muita vida.

A minha caçada iniciara e tinha de matar dois animais, um deles eu já tinha avistado: um Veado. Matar aquele veado me fez ficar receoso, a transfiguração de meu adorado filho era um cervo, família dos veados, e aquele veado tinha pequenos chifres que lembrava ainda mais Dagda, meu filho. Comecei a correr e o animal percebera a minha aproximação e torna a correr também, balancei a cabeça negativamente e aumentei a velocidade e ao invés de percorrer em linha reta, pulava para um galha e depois para o outro tornando a caçada um pouco mais trabalhosa, mas com um alcance mais fácil. Após alguns minutos, alcanço a criatura e finco as garras das duas patas dianteiras no rabo do animal e o paro após quebrar os ossos das patas traseiras do veado o fazendo cair. Em poucos minutos eu acabo com a carne da criatura e vou para mais uma caçada.

Resolvo deixar a caçada para depois e partir para a cidade Imardin, local onde desejava muito falar com Merlin, mas para chegar lá, deveria percorrer uma distância incrivelmente grande a qual demoraria um pouco e, para não perder tempo, decidi ficar na forma felina enquanto ir para o local desejado. O céu estava todo azul isento de qualquer tipo de nuvem, tudo que eu podia fazer era admirar enquanto corria em direção de Imardin e o que me chamou a atenção foi a aparição repentina de nuvens negras carregas de água a qual só podia ser uma coisa: Merlin. Sorri e fechei os olhos para poder sentir onde Merlin está ou estaria indo até que por fim descubro: O cemitério.

"Visitando Rhia e Shim, imagino." Foi o que pensei e após adentrar na cidade, vou em direção ao cemitério ainda em forma de leão, algumas pessoas se assustavam deixando soltar gritinhos medonhos ou desviavam de meu caminho enquanto admiravam a enorme juba que balançava vigorosamente enquanto eu corria, suspirei até por fim chegar no cemitério e um guardião de capuz negro parara em minha frente esperara a senha. Para amedrontá-lo, rugi um pouco alto fazendo com que o capuz saísse e mostrasse o "rosto" da criatura que não tinha nada, sorri e continuei o caminho enquanto o guardião se afastava lentamente.

Caminhei observando os túmulos, já sabia onde Merlin estava e vi que o mesmo não estava sozinho. Continuei a caminhar e ler as mensagens nos túmulos, muitos magos a qual eu admirei estava em covas como aquelas e aquilo me fez ter um ar de tristeza e desaponto por ter perdido tanto sangue mágico. Rhia e Shim eram grandes amigos de Merlin e dois experientes e talentosos magos onde tiveram uma morte altamente dolorosa só para proteger o amigo. Me aproximo de Merlin e ponho a mão em seu ombro enquanto acenava com a cabeça para a moça a qual estava ao lado do feiticeiro, sua filha de consideração Morgana. -Jovem Merlin, como você está, rapaz?- Pergunto encostando o corpo em um tronco de árvore. Minha aparência era desconhecida para a jovem e apenas alguns sabem minha verdadeira identidade.

valeu @ cács!


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Re: Cemitério

Mensagem por Ahes em Dom Ago 31, 2014 1:27 am

The woman Who Sold The World


We passed upon the stairs...

Os olhos se mantiveram fechados por um bom tempo, sentia apenas a brisa suave que passava pela clareira acariciar seus longos cabelos castanhos, enquanto em uma das mãos tinha um coelhinho branco, e com a outra acariciava seu pelo. Havia ido ate a floresta para por seus pensamentos em ordem, poderia parecer estranho para qualquer um se deslocar de sua casa ate uma floresta perigosa para pensar, mas não parecia tão estranho para uma deusa que estava em um conflito interno sobre amor, apenas lhe parecia irônico, levando em conta que Ahes era a deusa do amor. A floresta e seu barulho natural possibilitavam um melhor pensar para a deusa, alem disto, era um lugar o qual ninguém a acharia, nem ao menos cogitaria a ideia de procurar.

E, naquele momento, junto do cantar dos pássaros e do pequeno coelho que se juntara a sua meditação, estava em paz consigo mesma. Continuou o que estava a fazer por um bom tempo, estava sentada naquela clareira a madrugada inteira, e apenas percebera o quão tarde, ou cedo no caso, estava quando sentiu os primeiros raios de sol tocarem sua pele, a fazendo abrir os olhos e encarar a claridade que dominava o local. Desviou os olhos para o pequeno monte de pelos deitado em seu colo, ate mesmo o coelho havia dormido em meio aos afagos que recebia da deusa, era tão fofo que pensara seriamente em leva-lo consigo para casa.

Ahes continuou a acariciar o pelo alvo do coelho ate algo chamar sua atenção, a fazendo levantar a cabeça; Sentia uma forte presença, uma áurea poderosa, após pensar alguns instantes, a reconheceu: Era seu mago favorito, Merlin. Rapidamente se colocou de pé, segurando o coelho já desperto delicadamente nos braços e se pós a caminhas, não muito longe e nem muito tempo depois, avistou um cemitério, sabia quem estava enterrada ali, e quão importante fora na vida do mago. Pensara em girar nos próprios calcanhares e retornar a clareira, sabia que poderia ser um momento intimo para ele, onde queria ficar sozinho, mas duas novas presenças chamou sua atenção, uma era mais fraca, mas ainda assim forte para ser qualquer um, a outra era de um deus, não tinha duvida. Isso a incentivou a sair das sombras que as arvores da floresta lhe proporcionavam e caminhar em direção aos enormes portões.  

Apenas fora necessário sorrir para a criatura que guardava os portões para que ela abrisse-os para que a deusa pudesse passar, o coelho que estava em seu colo ficara agitado, nem mesmo quanto recebera carinho em seu pelo se acalmou, talvez o cemitério não lhe era um lugar agradável. Não reclamou quando aquele monte de pelos brancos pulou de seu colo e correu para longe daqueles portões, apenas observou seu trajeto ate que sumisse por entre as arvores, iria sentir saudades de seu mais novo não mais companheiro.

Seus passos eram calmos e ritmados, mas, mesmo em seu ritmo lento, não demorara para encontrar as três pessoas paradas na frente dos túmulos de Rhia Odur e Shim Mulir. Com um sorriso leve no rosto, alcançou Merlin, Morgana e Bilé. - Ola cavaleiros e dama.- Cumprimentou educadamente os dois feiticeiros e o deus.     
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