Trama MC

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Trama MC

Mensagem por Merlin em Seg Jun 20, 2016 3:30 am



Trama Principal


No início de toda a criação, havia apenas Deus, um ser supremo, onipotente, onisciente e onipresente, cuja origem era desconhecida e sua grandeza era totalmente absoluta. Havia todo um reino criado pelo mesmo, o que os humanos hoje chamam de paraíso, ou de céu, só que não havia ninguém além d’Ele para presenciar toda aquela beleza e grandeza, então com pouquíssimo esforço, o todo poderoso criou 5 criaturas perfeitas e abençoadas: Arcanjos.

Os arcanjos foram os primeiros anjos criados por Deus. Criaturas de uma aparência incrivelmente bela e perfeita, possuidoras de dois belos pares de asas douradas em suas costas, cabelos longos e de cores diferentes, cada um com sua particularidade.

O primeiro arcanjo a ser criado foi Beliel, que significa “Virtude de Deus”, era um dos anjos mais belos do céu, e também o mais virtuoso de todo, era um bom guerreiro, um bom filho, um bom servo, era praticamente bom em tudo que fazia.

Miguel foi o segundo a ser criado, e foi feito para ser o mais forte dos Arcanjos. Era o mais prestativo aos desejos de seu pai, sempre confiante, sempre esforçado, o exemplo a ser seguido pelos anjos mais novos. Seu nome significava “Aquele que é parecido com Deus”.

O terceiro arcanjo a ser criado era um bom guerreiro e muito obediente aos desejos de seu pai. Era o Arcanjo mais amoroso, prezava pelo laço familiar que unia todos os anjos da criação, em especial seus irmãos arcanjos, e por ser tão prestativo, recebeu o nome de Gabriel, que significa “O mensageiro de Deus”.

O quarto arcanjo a nascer foi também o mais belo de todos eles. Seu rosto irradiava beleza e amor para todos os lados. Era o arcanjo mais esperto de todos, mas tinha um destino cruel e terrível a sua frente, mas que permaneceu escondido do mesmo. Foi dado a ele o nome de Lúcifer, o anjo de luz.

Ao quinto foi dado o nome de Uriel, ele nasceu para ser o arcanjo mais sábio de todos os sete. A ele foi confiada mais sabedoria do que aos outros, mas isso não o deixou mais cheio de si, pelo contrário, ele era gentil com todos eles e louvava ao seu Criador com muita intensidade, e foi por isso que recebeu tal nome, que significa “Em Deus há luz”.

E Deus viu que sua criação havia sido boa. Ele abençoou seus filhos e começou a trabalhar nos outros anjos depois de um tempo e deixou os arcanjos responsáveis por ajudar nos ensino e cuidado dos anjos recém criados, e das novas criações de deus, além de treinar o combate físico, afinal, Arcanjos foram criados para serem os guardiões da terra e do reino dos céus.

Tendo Deus concluído a criação de todos os anjos, separou-os por funções a cumprir, sendo que aos arcanjos, os primeiros feitos a sua imagem e semelhança, cabia a posição de príncipes dos anjos no intuito de manter a paz e a ordem entre os seres poderosos que foram criados.

Entre todos que haviam sido criados havia a necessidade de se criar guerreiros e também havia ainda a necessidade de eleger um que comandasse junto de todos os outros Arcanjos. Deus fez com que Miguel fosse o encarregado desta tarefa e lhe disse para testar todos os anjos e buscar dentre eles os mais astutos, poderosos e corajosos, estes anjos deveriam ser capazes de rivalizar com os Arcanjos em poder e glória.

Miguel, sem dúvida alguma, o arcanjo mais habilidoso de todos nas artes de um combate direto resolveu treinar todos os anjos, para que depois de bem treinados fossem testados em uma batalha contra os próprios arcanjos. Haviam muitos anjos, legiões e legiões de arcanjos, o número era tão grande quanto o das estrelas nos céus.

O treinamento foi árduo e durou várias eras chegando ao ponto de que Miguel e os outros arcanjos não tivessem mais nada do que ensinar para os anjos, era a hora do início da Batalha que ficara conhecida como a Batalha Celeste. Miguel havia dito que nem todos poderiam aceitar aquele desafio, mas os que aceitassem já seriam conhecidos como Grandes Guerreiros e o que mais surpreendeu foi que todos haviam aceitado. No final da batalha, só haviam quatro anjos que haviam aguentado lutar contra os Arcanjos, só que todos estavam quase desmaiados e sem energia alguma, enquanto que todos os arcanjos ainda estavam intactos.

A batalha durou cerca de mil dias e, ao final dela, os Arcanjos ainda estavam imponentes e intocáveis enquanto que os quatro que sobreviveram ainda demonstraram consciência após receber os ataques dos príncipes e foi a partir daí que eles ficaram conhecidos como Os Generais Celestes. Seus nomes eram Behemot, Abbadon, Astaroth, e Asmodeos. Eles eram os mais poderosos anjos depois dos Arcanjos e viriam a possuir, assim como os príncipes do céu, armas celestiais.

Assim que a escolha dos generais foi oficializada, Lúcifer, o arcanjo de luz, foi até Deus para uma conversa em particular.
O lugar onde o Criador estava era imenso! Os móveis feitos de ouro e marfim, tudo bem organizado e tudo parecia emanar poder. No centro da sala, lá estava Deus.

-Meu filho, o quer de mim? – Disse Deus em seu trono de glória, apenas Luz podia ser vista, nada mais.

-Pai Celeste, razão e alegria da minha existência, minha alegria está somente em servir a ti. Tamanha é minha vontade de fazer isso que venho lhe pedir para que nos confie o conhecimento da forja das armas, é possível que algum outro ser se forme no universo e que possa vir a lhe ameaçar futuramente, e eu e meus irmãos gostaríamos de lhe proteger de qualquer ameaça.

-Meu filho, sabes que não há força nenhuma capaz de me fazer ameaça, me diga tu falas por teus irmãos ou desejas esse poder por si próprio?

-Pai, meus irmãos não sabem que estou aqui para pedir-lhe isso, mas tenho certeza que por compactuarem do mesmo amor que tenho por ti, eles certamente que iriam concordar que quanto mais forte estivermos para proteger-te, melhor. – Disse Lúcifer quase suplicando.

-Tua vontade é grande, filho. Eu permito que vá até Uriel e o peça para criar doze armas poderosas, peça para que ele use as essências dos arcanjos, a sua, a de Miguel e a de Gabriel irão bastar. – Deus para por um tempo e dispensa Lúcifer.

Lúcifer foi ao encontro de Uriel e com a ansiedade à flor da pele, não podia esperar muito tempo. O caminho até onde Uriel estava foi bastante fácil, nenhum de seus irmãos estavam por ali e não havia interrupções, Lúcifer já planejava coisas que faria anos depois, ele não imaginava que seria a última vez que o mesmo visitara seu Pai  de uma forma amigável.

No meio do caminho até Uriel, o arcanjo de luz alterou sua rota para o templo onde tinha certeza que Miguel e Gabriel estariam. Lúcifer adentrou no tempo rapidamente, sem se importar com modos ou coisa do gênero, ele parecia cego e obstinado, só a forja das armas sagradas parecia importante para o mesmo na hora.

-Irmãos! - A voz de Lúcifer ecoou pelo salão onde estavam Miguel e Gabriel – Vamos, irmãos! Nosso Pai permitiu-nos a forja de armas! Armas poderosas, que vão nos permitir defender o reino dos céus com mais facilidade. Mas será preciso que nós três cedamos um pouco de nossas essências, preciso de vocês para irmos até Uriel. Ele é o melhor manipulador de matéria, a ele foi confiado a fabricação de nossas armas, vocês vêm? – A animação de Lúcifer parecia ser infinita, o mesmo parecia realmente está transbordando felicidade.

Miguel e Gabriel hesitaram um pouco, mas logo assentiram e foram com seu irmão. A criação das armas estava próxima. Lúcifer, Miguel e Gabriel haviam chegado no palácio de Uriel e assim como os palácios dos outros Arcanjos, a riqueza predominava naquele lugar.

- Irmãos, o que fazem aqui na minha casa? Eu não esperava ter visitas, que alegria encontrar-lhes! – A alegria de Uriel ao reencontrar os irmãos era passageira, ao descobrir o verdadeiro motivo da visita dos irmãos, ele fez uma expressão preocupada. – Criação de armas de guerra? É sério isso? – Ele parecia incrédulo, não acreditava que seu pai tinha permitido mesmo a criação das armas. –Certo, se é a vontade de nosso pai, quem sou eu para discordar? – No fundo, Uriel fazia com medo e preocupação por que ele sabia que isso não acabaria bem. –Vamos lá, me entreguem um pouco da essência de vocês, com elas eu farei uma única essência poderosa para abençoar as armas. – Uriel então recolheu as essências e então as reuniu

As palavras de Uriel ecoaram pelo local e então, as essências se uniram em uma só passando da cor branca para um azul claro brilhante.

-Saiam da sala, me deixem trabalhar sozinho por algum tempo. – disse Uriel entre um encantamento e outro.

Depois de algum tempo, Uriel chama os três arcanjos para entrarem. Quando entraram, o arcanjo estava cansado, mas em cima de uma mesa de marfim e prata, estavam expostas as armas sagradas que oram dadas aos anjos mais poderosos dos céus.

A Lúcifer pertence a espada "Caminho da Luz"
A Uriel pertence a lança "Destruição".
A Miguel pertence a espada "A Extinção"
A Beliel pertence a espada do tipo Montante "Virtude".
A Gabriel pertence a Espada do tipo Katana chamada de "Vingadora".
Ao general Behemot pertence a montante chamada "Ceifadora".
Ao general Astaroth foi dada a Lança “Caçadora".
Ao general Asmodeos foi dada uma lança de cabo envergado conhecida como "Foice da Destruição".
Ao general Abbadon foi dado um Machado chamado "Divisão da Matéria".

Os arcanjos e os generais todos começaram a treinar duro com suas armas. Quanto mais eles treinavam, mais poder adquiriam para suas armas e mais experiência tinham em dominá-la. Foi nesse momento que Lúcifer começou a por em prática seu plano de revoltar-se com o céu e reunir um exército para sobrepujar o Criador e seu poder. O anjo de luz procurou primeiramente seu irmão Beliel, que se gabava por ter sido o primeiro ser criado por Deus, e pensava sempre que por ser o mais velho era o melhor e que poderia ser melhor que os outros, o comparsa perfeito.

O treinamento de Beliel com sua montante era intenso, sua habilidade era extrema e Lúcifer pediu para acompanhá-lo no treino, então os dois começaram a lutar. A luta era intensa e veloz, as espadas se chocavam constantemente e provocavam um barulho ensurdecedor toda vez que o faziam.

-Vejo que domina muito bem sua espada, irmão... Melhor que os outros de nós, você realmente é o mais perfeito da criação, foi sábio da parte do Criador em ter te feito primeiro que nós. – Lúcifer começou a encher o ego de Beliel, cultivando assim um sentimento desconhecido dos anjos.

-É, obrigado, irmão... Sempre soube que eu era especial. Até agora eu não vi Miguel manejando uma espada tão bem quanto eu. – retrucou Beliel orgulhoso

Lúcifer continuou com essa cascata de elogios a Beliel, que ia se enchendo de si até que não sobrasse espaço para mais nada.

-Sabe, irmão... Somos especiais, somos perfeitos. Não acha que merecíamos ser adorados pelos outros anjos também?? Olhe pra nós, o mais belo dos arcanjos e o mais talentoso, creio que o Criador esteja sendo egoísta da parte dele em querer ser o único a ser engrandecido e louvado. E ele está trabalhando em outra coisa...

-Que outra coisa, Lúcifer?

-Não soube? Um outro planeta, cheio de criaturas imperfeitas: humanos. E ele quer que nos curvemos à eles... Inaceitável, não acha?

-Claro que sim! Ultrajante! Por que nós, criaturas perfeitas nos curvaríamos diante desses tai humanos? Irei tomar satisfações com Deus.

-Por que não fazemos melhor, irmão? Eu tenho um exército que compactua comigo e com o que eu... Com o que nós queremos – corrigiu Lúcifer rapidamente – podemos derrubar o Criador e assumir o controle dos céus.

-É impossível, Miguel, Gabriel e Uriel são cegos de amor pelo Pai, é pouco apoio pra nós! – disse Beliel parando de lutar, e assim fez Lúcifer.

-O apoio deles não é necessário quando temos os quatro generais ao nosso lado, são seis das nove armas sagradas, armas tão poderosas que podem dar um fim no Pai Celeste. Nós merecemos ser adorados! Devemos! Está conosco irmão??

-Conte comigo, Lúcifer. Seremos melhores reis do que o Criador. – Lúcifer e Beliel firmaram o acordo com um aperto de mãos e se despediram.


O LEVANTE


A revolta de Lúcifer contra seu Pai foi escrita no livro dos anjos com o nome de levante. Afinal, foi o dia em que Lúcifer mobilizou um terço dos anjos do céu e reuniu contra Deus, para tentar o depor numa espécie de golpe de estado, o primeiro de toda a história... E foi também o primeiro a dar errado.

Lúcifer tinha os quatro generais celestes sob seu comando, ele havia plantado ideias em suas cabeças sobre o modo que seus Pai governava, o jeito que ele queria todo o louvor somente para ele e como ele não deixava que pensassem por vontade própria, a mesma coisa fez com o seu exército.

Os outros três arcanjos restantes não sabiam de nada desse movimento contra as forças de Deus e por isso, nada fizeram para impedir, já Deus, pelo contrário, já sabia que isso iria acontecer desde que criou Lúcifer, desde que criou o mundo e mesmo assim não esboçou reação nenhuma, apenas deixou que as coisas tomassem seu rumo. E Lúcifer também.

Em um dia como qualquer outro nos céus, Lúcifer chamou seu exército para a porta do palácio imperial do Criador, todos armados com suas espadas normais e seis deles, na linha de frente, com armas sagradas. Lúcifer ordenou que seus anjos rebeldes começassem o ataque ao castelo, uma parte entraria com ele e a outra defenderia da entrada contra os exércitos que viriam para os reforços.

-Meu filho, por que vens até mim com sentimentos tão maus? – uma voz se ouviu no enorme salão de ouro e marfim do castelo do Criador.

-Pai celestial, eu e Beliel exigimos o direito de governar ao seu lado, nós, seres perfeitos não iremos nos curvar a essa escória que o Senhor colocaste no Éden... Olhe só pra eles, tão imperfeitos, tão selvagens!!!! – Disse Lúcifer com raiva em suas palavras.

-Não darei a vocês esse direito, somente eu sou Deus, e nenhum outro governará além de mim... Eu sou teu Deus, Criador dos céus e da terra, o princípio e o fim.

-Não, o senhor não é meu Deus!! Não será!! – Lúcifer respirou fundo, como se aquelas palavras ainda lhe doessem o coração. – Ataquem-no!!!
Beliel e os Generais correram na direção de Deus, empunhando suas espadas e gritando blasfêmias contra o Pai, mas antes de alcançá-lo, os três arcanjos restantes apareceram no meio do caminho de repente num clarão de luz, também armados, e guerrearam habilmente contra os cinco que desafiaram seu Pai amado.

Apesar das palavras de Beliel, em que ele dizia que era o mais hábil dos anjos, Miguel, Gabriel e até Uriel estavam dando conta do recado sem fazer muito esforço, mesmo em desvantagem numérica, o trio de arcanjos conseguiam lutar como se não estivessem se esforçando. Seria essa uma bênção do criador para proteger seus três leais filhos?

Enquanto isso acontecia, Lúcifer caminhava na direção de seu Pai com calma, a batalha rugia atrás dele, mas isso não tirava a concentração dele. Sua vista só estava voltada para o grande clarão dourado que estava sentado no final da sala em um trono imponente e gigante de Marfim,

-Pai, te peço pela última vez. Não me faça ter que tentar machucar-te, apenas permita que eu possa governar ao teu lado... Eu também mereço ser engrandecido. Tu sabes que eu sou o mais belo dos anjos, tu me fizestes assim, deve ter um motivo, Pai, - Lúcifer levantou a sua espada – Nessa espada está concentrada o poder dos arcanjos, o teu poder.

-Filho, eu sabia o que estava pra acontecer desde o momento que te fiz. Eu me entristeci quando vi que minha própria criação iria se voltar contra mim. Eu amo-te, filho, mas sua personalidade é algo que eu não posso mudar. Eu sei que no fundo você sabe que não irá conseguir me matar e sabe o que eu farei com você, não é verdade?

Lúcifer ouviu cada palavra do Pai Celestial, mas seu entendimento parou na primeira frase:

-Você sabia que eu me voltaria contra você, que eu reuniria um terço dos anjos do céu para tentar te depor... Que eu iria manipular meus irmãos para fazerem tudo o que eu quisesse, e mesmo assim você permitiu que eu nascesse? Que tipo de ser cruel é esse que não tem piedade dos seus filhos e que o botou no mundo para sofrer e ser odiado? – Lúcifer voi voando com sua espada em mãos para dar um golpe naquele clarão de luz no trono do Senhor, mas antes que chegasse algo pareceu puxar-lhe por suas asas.

Terror tomou conta de seus olhos. Nada estava o segurando, pelo menos nada material. O arcanjo de luz olhou para trás e viu duas coisas que só aumentaram seu terror. Beliel e os Generais também estavam sendo puxados como ele, e assim que saíram do castelo ainda arrastados pelas asas, viram que todo o exército rebelde estava sendo levado para algum lugar. A segunda coisa foi que suas asas começaram a ficar negras: a essência da obediência a Deus estava sendo retirada de todos os rebeldes. Lúcifer percebeu o que estava acontecendo, demorou um tempo para que tivesse certeza, mas foi quando os portões do céu se abriram e ele começou a cair na direção da terra foi que a ficha caiu.

Deus os expulsara do céu.

A queda machucou os anjos, que agora estavam todos com aparência humana. Lúcifer estava com uma fúria descomunal, não aceitava o fato de ter sido banido dos céus, então foi ali que começou a planejar sua vingança, seu objetivo de vida era eliminar toda a possibilidade de os humanos entrarem nos céus, fazer o que ele não poderia mais fazer:

-Ouçam bem, meus irmãos. Esse dia ficou marcado na história como o dia em que fomos injustiçados. Injustiçados por querermos governar ao lado do pai, e por esse motivo Ele nos baniu. Hoje é o dia em que fomos banidos, mas também é o dia em que iremos montar um império aqui no lugar que fez com que deixasse de nos amar, iremos moldá-lo como quisermos, criaremos o inferno... A partir de hoje eu renego o meu nome, não sou mais um arcanjo de luz, agora eu sou inimigo, eu sou Satanás, o rei das trevas!! Governem comigo!

Beliel foi até o lado do recém autoproclamado rei das trevas e se ajoelhou.

-Estou ao seu lado, irmão. – os generais fizeram a mesma coisa que Belial, mas ao chegar perto de Satanás se ajoelharam.

Abbadon gritou:

-Sempre ao seu lado meu senhor!! Eu e os generais seremos os seus cavaleiros e para sempre lutaremos pelos seus interesses.

Os outros cavaleiros confirmaram com um grito.

-Fico feliz, irmãos... Levantem, meus cavaleiros do inferno. – Disse Satanás com um brilho nos olhos – Vamos dar início a nossa missão aqui na terra, se não podemos entrar no reino dos céus, os humanos também não podem, venham meus anjos caídos, venham, meus demônios!

O rei das trevas estalou os dedos e foi para o subterrâneo, onde criou o seu próprio palácio, seu reino, seu Inferno.


A CILADA



O Sol se punha no horizonte e a lua chegava trazendo consigo a escuridão da noite. Um homem alto e esguio, trajando um tipo de terno preto, com cabelos negros e lisos que chegavam aos seus ombros caminhava por uma floresta sombria e densa. Nenhum animal ousava chegar perto dele devido tamanha energia que emanava, e os que ficavam em seu caminho apenas viravam pó com o olhar do homem. Ao chegar num tipo de clareira que parecia comum como qualquer outra, o indivíduo olha para a lua e dá um sorriso:

-É chegada a hora...

Após dizer essas palavras ele se posiciona exatamente no meio da clareira e fala algumas palavras mágicas numa língua desconhecida por todos os homens, uma língua muito antiga pra ser conhecida por um jovem dessa forma. A terra começa a tremer e à sua frente ergue-se da terra um portão antigo e aparentemente enferrujado. O homem anda até o portão e com um simples estalar de dedos o portão se abre, revelando dessa porta um brilho flamejante e o barulho incessante de alguns gritos de horror.

De dentro desse portão saem cinco sujeitos, todos usando a mesma roupa do que conjurara o portão, mas eles não tinham o broche de caveira prateado com olhos de rubi preso em suas lapelas como o primeiro possuía. Assim que os cinco saíram o portão se fechou e reentrou no chão, que voltou ao normal.

-Irmãos, desculpem a demora. Infelizmente tive que comparecer a uma ou duas encruzilhadas, eu era o mais próximo e... Vocês sabem como funciona o esquema.

-Sem problemas – disse o de cabelos loiros e olhos azuis, mais alto que os demais – Esperamos 6 milênios para esse momento, duas horas não são nada. – Disse calmamente.

-É essa a clareira? – Disse o de cabelos negros e espetados, olhando para o lugar como se não fosse nada demais.

-Astaroth, é esse lugar mesmo... Não parece grande coisa, mas ainda não preparamos o terreno. Temos tempo, nossa reunião está marcada para daqui a duas horas, fizeram o ritual de omissão, não fizeram?

-Sim, irmão – disse o de cabelos loiros que outrora falara – tudo como planejamos, o que estiver a um raio de 200 metros de nós estará fora do alcance dele.

-Excelente, Belial, excelente. – O que estão esperando? Preparem o terreno.

...

-Pai, tens certeza que irás nessa afronta a Lúcifer? – disse Miguel preocupado com seu Criador. – Ele mente, manipula, ele provavelmente está planejando algo maligno contra tu, pai... Por favor, não vá.

Gabriel concordara com a cabeça e o mesmo fizera Uriel.

-Não te aborreceis por coisas tão pequenas como isso, meus filhos, eu sou convosco. E mesmo com o fato de que não consigo saber de nada sobre o que está acontecendo no local de nosso encontro, não creio que seu irmão possa fazer algo contra mim.

-Ele não é nosso irmão – Disse Gabriel – Ele nos traiu, renegou a família... Nos abandonou por pura ganância.

-Não digas isso, Gabriel... – a voz do Senhor tranquilizara o arcanjo – Tu sabes muito bem que ainda ama teu irmão. Não negue sentimentos, deixe que eles aflorem, e não os substitua pela raiva.

-Mas então, o Senhor, meu Deus, irá?? – Perguntou Miguel apreensivo.

-Sim, meu filho... Tenho que ir, saber o que Lúcifer está tramando eu mesmo, tenho certeza que se mandar algum anjo, ele não retornará.

-Então, não deixaremos que nosso Pai vá sozinho. Nós três somos capazes de proteger-te caso algo dê errado. – Disse Uriel, falando pela primeira vez em muitas horas.

-Entendo sua preocupação, meus arcanjos. – a voz de Deus parecia cheia de aceitação – Permitirei que venham comigo, mas caso aconteça algo, fujam, não importa o que aconteça. Fui claro?

A última sentença da frase do Pai Celestial não era amável como de costume, mas imponente como a voz de um rei deve ser, mas totalmente amplificada por ele ser Deus Todo Poderoso. Os arcanjos assentiram com a cabeça e após o Senhor se personificar na forma de um senhor de idade barbudo com roupas simples e acinzentadas, eles desapareceram.

...

O Criador aparecera na clareira e atrás dele três homens incrivelmente altos e fortes. Miguel, de cabelos loiros cor de areia e olhos azuis, um rosto aparentemente bruto e zangado, mas ainda sim bonito. Gabriel tinha um ar mais sorridente e tranquilo, mas ainda sim exalava imponência. Tinha cabelos castanhos penteados para trás e olhos da mesma cor. E por último, Uriel, aparentava ser asiático, cabelos negros curtos e lisos, e olhos puxados.

-Ora, ora, ora... Eu chamo um vários vem me ver... Isso tudo é saudade ou falta de educação? – uma voz surge das árvores que contornavam a clareira e de lá sai o homem jovem que havia invocado o portal.

-Lúcifer, há quando tempo... Você mudou muito. – Disse Miguel.

-Não respondo mais por esse nome, irmão – o jovem cuspiu essa última palavra com desprezo – Meu nome é Satanás, e você deveria saber, mas não vim aqui para falar com você, meu assunto é com o velhinho que está na sua frente.

O Pai celestial deu um passo a frente e falou:

-Meu filho... O que planejas?? Pra que tanto ódio em seu coração? Peça perdão, arrependa-se do que fez, serás aceito nos céus como um bom filho.

-NÃO SOU SEU FILHO!!! NEM TAMPOUCO QUERO IR PARA AQUELE LUGAR COMO APENAS MAIS UM DE SEUS ANJOS IMUNDOS – Lúcifer estalou os dedos e um selo gravado no chão ao redor do velho se formou.

Era um círculo com vários tipos de runas dentro do mesmo... Runas numa língua tão antiga que até mesmo Uriel tinha dificuldade de lê-las. O velhinho caiu no chão, enfraquecido, sem poderes, e sem poder sair do círculo... Era uma espécie de armadilha do diabo, só que ela prendera Deus.

-Seu maldito!!! – Uriel sacou sua lança e foi correndo na direção de Lúcifer.

O arcanjo nada fez, pois sabia que seus reforços iriam chegar. Abbadon, o cavaleiro do inferno ruivo e de olhos vermelhos-sangue e Astaroth, surgiram para enfrentar Uriel e com facilidade e numa luta injusta, Abbadon decapitou o arcanjo que só queria proteger seu Pai, pondo fim a sua vida para sempre.

Gabriel e Miguel tentaram correr, mas foram surpreendidos por Asmodeos, Behemot e Belial, que começaram um duelo contra os dois arcanjos. Eles até seguraram bem a empreitada dos demônios, mas quando a luta já demonstrava que iria acabar com a vitória deles, Gabriel gritou:

-Miguel, saia daqui retorne aos céus... Você é a nossa esperança, eu irei atrasá-los... Nos vingue irmão, resgate o Pai!

Miguel não queria, mas teve que ceder e recuou o combate enquanto sozinho, o mensageiro de Deus lutava bravamente. E foi quando alçou vôo que ouviu a voz de seu irmão ecoar uma última vez num grito de dor desesperado. Gabriel havia morrido.

Satanás recolhe as armas de Gabriel e de Uriel e vai até a frente do selo onde o criador estava aprisionado.

-O que temos aqui?? Esse é o criador dos céus e da terra? O Alfa e o Ômega? Francamente, eu esperava mais de você... Te deixarei guardado no Inferno, de onde nunca mais sairá, será humilhado como eu fui, será tratado como lixo, da mesma forma que me tratou e tratou todos que baniu naquele dia. – o autoproclamado rei das trevas estalou os dedos e em volta do selo uma jaula se formou, com o mesmo selo que o aprisionava. – Vamos “pai”, verás o que deixei reservado para ti.

...

Miguel estava desolado no reino dos céus, sozinho. Família morta ou capturada pelos que um dia considerou como irmãos e não tinha nada a fazer... A tristeza tomava conta de todo o seu corpo, sem deixar espaço pra nenhum outro sentimento ou sensação até que um dos anjos com que tinha grande apreço, Samandriel, chegou até ele e falou:

-Senhor Miguel, me desculpe interrompê-lo, mas temos que resgatar o nosso pai. Precisamos dele! E o senhor é o único capaz de nos liderar para conseguir esse objetivo. Sei que está mal, todos estamos, mas não é culpa sua. Estamos contigo, somos uma família.

A palavra família despertara algo em Miguel. Algo bom, uma motivação crescente. Um desejo não de vingança, mas a vontade de lutar pelo que é certo, de salvar sua família e restaurar a paz de volta. Miguel mandou reunir todos os anjos que desejavam lutar para salvar seu pai, e na frente do palácio do mesmo deu o recado:

-Irmãos, devemos tentar libertar nosso Pai Celeste! Nosso exército não será suficiente para conter as forças de Luc... De Satanás com a devida eficiência. Sem o Criador não teremos tanta vantagem, então devemos reunir um exército. Vasculhem na terra cada ser que deseje lutar pelo nosso Deus, criaturas corajosas que não tenham medo de entrar no Inferno e lutar lá dentro. Lutaremos pelo nosso sangue, lutaremos pelo nosso Pai!

Gritos e vivas foram ouvidos dos milhares de anjos, tão numerosos quanto o número de estrelas do céu. Uma guerra estava para começar.



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